sábado, 15 de setembro de 2012

Resident Evil 5: Retribuição

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Quem se importa com a história quando finalmente alguém deu uma surra merecida na Milla Jovovich?

Esse post está dividido em duas partes: na primeira reclamo do roteiro e na segunda lembro que estou vendo Resident Evil e me concentro no que interessa (causamento). Meses atrás fiz um post sobre Resident Evil Afterlife onde falei sobre os problemas da série e as expectativas para esse novo filme. No que deu então? A mesma coisa de sempre. Tiros, saltos em camera lenta, facas voando na sua cara, Milla Stalonne e, se sobrar um tempinho, um pouco de história. Porém algumas diferenças apareceram. 

 - Toma na cara, Avril Lavigne

É curioso, optaram no ultimo filme por humanizar Alice, deixando-a sem poderes e vulnerável e nos levando a crer que nessa sequência teriamos algo 'agora a porra toda é real' mas logo que começa já somos trollados com a informação de que o filme todo se passará num mundo simulado. Xingamentos? Pior que não, deu margem a cenários interessantes e divertidos - se você esquecer do seu cérebro, como sempre.

RE5 é praticamente um jogo de videogame que você não joga. De todas as adaptações, essa é a mais game possível. Todas as cenas são praticamente missões - tudo acontece no maior estilo "quebre a janela do carro para pegar uma arma e passe para a próxima fase" - com direito a informações de vida, mapas e armamentos na tela e narradores explicando o que você deve fazer. Sério, você chega a procurar onde está o joystick na poltrona do cinema em alguns momentos.

No começo do filme, na parte Alice-loira-mãe-de-família finalmente temos de volta o elemento filme de terror. Temos zumbis, temos correria, personagens chorando desesperados, sustos. É lindo e nostalgico. Obviamente essa alegria toda só dura dez minutos e voltamos para a marmota ação sci-fi de sempre, vamos lá.

MOMENTO MIMIMI:
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O que prejudica mais a série é tudo o visível fato de Paul W. S. Anderson nunca ter pensado na saga como um todo, um arco fechado. Não é como se fosse um Harry Potter ou Star Wars onde algo acontecido no primeiro filme serve para levar ao desfecho do ultimo, e sim uma obra aberta. Então basicamente todos os filmes possuem uma história inventadissima como desculpa para cenas de ação. Funciona basicamente assim: cria aí qualquer coisa, se fizer sucesso a gente se vira no próximo filme desfazendo tudo pra história continuar. Não sou daqueles fãs chatos dos videogames que reclama sem parar mas é bem frustrante que o final de Resident Evil 5 simplesmente faça com que a história meio que volte para o começo de Resident Evil 4. Sério, parem essas pessoas.

MOMENTO ATIRA LOGO VADIA:
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É impossível sair da sala de cinema sem querer ter uma arma pra atirar enquanto corre de forma sexy. Alta dose de testosterona no nucleo macho, alta dose de catfight no nucleo bitch. E haja barulho. Vamos a alguns destaques:
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 - Michelle Rodriguez está de volta e nem preciso dizer que ela é a melhor coisa do filme. Nossa sapata querida faz dois pequenos papeis, sendo um deles - BOMBA - uma piriguete feminina que não faz ideia do que está acontecendo e acaba sendo o melhor alívio cômico de 2012. Já a outra não está pra brincadeira e nos lembra quem é que manda no mundo. E acaba sendo responsável por um momento muito importante com...
- ...Jill Valentine, que não voltou apenas para fazer figuração e lava a alma de todos os fãs que tiveram que engolir durante cinco filmes como Alice era fodona e imbatível. TE AMO LOIRA. 
- Ada Wong e Leon, dois dos personagens mais conhecidos da série dos jogos surgem. O segundo só para ser um alfa-male garanhão inútil enquanto a nossa querida japonesa é uma ótima Ada Wong. Vi gente reclamando que ela foi meio aleatória mas eu gostei, me deixem, Ada sempre tem um plano.

Aí tem o final e deixa eu contar uma coisa: foi tudo enrolação para o próximo filme, que promete ser o último. Sei.
Resident Evil 5: Retribuição / A Vingança (pt)
Resident Evil: Retribution
Roteiro e Direção: Paul W.S. Anderson Gênero: Terror Duração: 95 min. Distribuidora: Sony Pictures Orçamento: US$ 90 Milhões Estreia: 14 de Setembro de 2012
Elenco: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Colin Salmon, Li BingBing, Michelle Rodriguez, Shawn Roberts, Boris Kodjoe, Johann Urb.
Sinopse: Em 'Resident Evil 5: Retribuição', o vírus mortal T, desenvolvido pela Umbrella Corporation, continua dizimando o planeta Terra, e transformando a população global em legiões de mortos-vivos comedores de carne. A única e última esperança da raça humana, Alice (Milla Jovovich), desperta no centro de operações clandestinas da Umbrella, e descobre mais segredos do seu passado misterioso conforme se aprofunda no complexo. Sem um porto seguro, Alice continua a caçar os responsáveis pelo vírus; uma perseguição que a leva de Tóquio a Nova York, Washington, DC e Moscou, culminando em uma revelação alucinante que irá forçá-la a repensar tudo o que ela acreditava ser verdade. Ajudado por seus novos aliados e antigos amigos, Alice precisa lutar para sobreviver o tempo suficiente para escapar de um mundo hostil que está prestes a ser destruído. A contagem regressiva já começou...

sábado, 8 de setembro de 2012

You & I (Finding t.A.T.u.)

5 comentários
A triste história de um filme que tinha tudo para se tornar um clássico trash mas acabou sendo só muito ruim mesmo.

A vida do t.A.T.u. sempre foi uma bagunça. Duas adolescentes contratadas por um empresário pornô para gravar um CD explorando um falso lesbianismo e virando o maior fenômeno pop da história da Russia, Lena e Yulia acabaram por se tornar algo cult na cultura dos anos 2000: mesmo com toda a fabricação os albuns sempre apresentaram letras obscuras e surpreendetemente maduras e contestativas para a época, abusando de um som eletrônico também bem mais pesado que o convencional. Dito isso, quando anunciaram um filme com a presença de Mischa Barton, uma das maiores garotas problemas de  Hollywood no momento, o que todos esperavam era algo no mínimo interessante o suficiente para virar um clássico underground kk. O resultado? Uma merda.

Finding t.A.T.u foi gravado em 2007 e tinha como principal promessa apresentar músicas novas da banda. Uma estreia cheia de marra no Festival de Cannes foi realizada em 2008 sem a presença da própria Mischa, que ficou bebada demais para ir ou algo assim. O album novo do grupo vazou no mundo todo, foi lançado em poucos países, uma delas engravidou, anunciaram separação, o tempo passou... e o filme foi jogado as traças. Lançado finalmente em alguns cinemas da Rússia no final de 2011, quem assiste pode enfim entender o motivo de tanta enrolação. 

Os minutos inicias chegam a enganar e causam até uma certa empolgação. Mischa e sua amiga finalmente se encontram na Rússia onde iriam ao show da dupla e começam a cantar na frente do espelho uma música rebolativa, uma cena que te deixa animado pelo que está por vir. Pena que não vem porra nenhuma. Sério, quem me conhece sabe como eu amo gostar de filme ruim mas esse é nível GLOBO FILMES. A história? Não existe. São simplesmente cenas que se sucedem. De um lado uma jeca sem noçao querendo ser modelo enquanto no outro a amiga fica se afundando nas drogas aleatoriamente, óóóh que conflitos. No final acontece algo muito absurdo e conveniente para dar um jeito em tudo e ter um final feliz. Fim.

Vergonha da Mischa Barton por ter aceitado fazer esse filme. Vergonha pelas meninas do t.A.T.u. por terem sido obrigadas a fazer esse filme. Vergonha de mim por ter baixado esse filme.

Constrangidas em cena por estarem nessa bomba.

E se querem algum momento bom, os créditos são ótimos ao som de Fly On The Wall - uma das meia dúzia de músicas que prestam no famigerado último albúm.
Você e Eu
Título Original: You and I (Finding t.A.T.u)
Países de Origem: Estados Unidos da América / Russia Direção: Roland Joffé Roteiro: Aleksey Mitrofanov, Luke Goltz, Shawn Schepps
Elenco: Aleksandr Byelonogov (Max) Alex Kaluzhsky (Dima) Anton Yelchin (Edvard Nikitin) Charlie Creed-Miles (Ian) Helena Mattsson (Kira) Igor Desyatnikov (Ivan) Lena Katina (Herself) Mischa Barton (Lana Starkova) Shantel VanSanten (Janie Sawyer) Yekaterina Malikova (Marina) Yulia Volkova (Herself)
Sinopse: O filme conta a história de amor entre duas jovens, uma americana e uma russa, que se conhecem num concerto das t.A.T.u. e acabam dividindo as suas obsessões pela dupla pop.

O Segredo da Cabana

4 comentários
CARA COMO EU AMO ESSE FILME FICA ATÉ MEIO DIFICIL FALAR DELE SEM DESLIGAR O CAPS LOCK

Ok, me recompondo. Já escrevi aqui em algum post como os filmes de terror andam 'viadinhos' de uns tempos pra cá. As pessoas tem medo de ousar e cairem no ridículo. Quase sempre caem mesmo, mas se o resultado for divertido vale a pena. Cabin in The Woods é a espécie de filme que quando acaba metade das pessoas estão com uma cara de "que porcaria foi essa que eu acabei de ver?" e outra metade está de boca aberta babando eufórica (eu). E é completamente possível entender os dois lados. Feito como forma de carta de amor ao gênero do terror, de acordo com as próprias palavras da produção, o filme tem tantas referências o tempo inteiro que antes mesmo de acabar você já está com vontade de assistir de novo para pegar alguma que deixou passar. Dito isso, se você não gosta de filme de terror vá ver Um Amor Pra Recordar e largue de ser chato.


A história começa propositalmente clichê e a medida que vai se explicando torna-se tão absurda (no melhor sentido que a palavra absurda possa ter) que você fica entre rir e achar genial ele - Joss Whedon - ter tido coragem de gravar um filme desses. Gravado em 2009 de forma despretensiosa e só lançado agora, é o típico filme impossível de ser assistido com vários amigos e achar chato. Até porque quem achar ruim vai ter motivos de sobra pra se divertir falando mal. Então deixa eu contar uma coisa: você gostou sim.

 Quem conhece o trabalho do Joss Whedon (atenção: trabalho esse como roterista e criador em Buffy, Dollhouse e derivados e não como diretor em Os Vingadores) entende perfeitamente como esse filme é a cara dele. A mitologia, o elenco (que ele repete sempre em suas produções), a falta de vergonha na cara e a história que faz você imaginar várias outras possibilidades para a mesma história enquanto ainda está assistindo estão todos lá. E que se foda a humanidade.
O Segredo da Cabana
The Cabin in The Woods
Lionsgate / Gênero: Terror, Suspense Nacionalidade: EUA
Direção: Drew Goddard (Cloverfield - O Monstro) Roteiro e produção: Joss Whedon
Elenco: Kristen Connolly, Chris Hemsworth, Fran Kranz, Jesse Williams, Richard Jenkins, Bradley Whitford, Amy Acker, Jodelle Ferland
Sinopse: A jovem Jules (Anna Hutchinson) resolve levar seus amigos Curt (Chris Hemsworth), Dana (Kristen Connolly), Holden (Jesse Williams) e Ronald (Tom Lenk) para uma viagem diferente nas montanhas, numa cabana situada no meio da floresta, isolada de tudo. Mas o que era para ser somente um momento de muita curtição entre a turma, acaba se transformando em algo que suas mentes jamais imaginariam.
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